Mercosul: novo decreto agiliza comércio e reduz burocracia na fronteira
O governo brasileiro promulgou nesta sexta-feira (8) um decreto para agilizar e simplificar negociações no âmbito do Mercosul. Primeiramente, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai firmaram o Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul em dezembro de 2019. Agora, a medida já está publicada no Diário Oficial da União e já produz efeitos para os operadores de comércio exterior e transportadores.
Menos burocracia na fronteira
Para os caminhoneiros e transportadores, as novas regras representam um avanço significativo no dia a dia das operações internacionais. O acordo estabelece normas comuns para facilitar o comércio entre os países do bloco. Essas diretrizes seguem as recomendações da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial de Aduanas (OMA). Na prática, os transportadores enfrentarão menos tempo parado na fronteira e ganharão mais eficiência no transporte de cargas.
Documentos eletrônicos substituem o papel
O texto prevê cinco grandes mudanças que impactam diretamente quem transporta cargas entre os países do Mercosul:
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Ampliação do uso de documentação eletrônica: os processos agora utilizam documentos digitais, eliminando o papel
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Procedimentos aduaneiros mais rápidos: a gestão de riscos permite liberar cargas com muito mais agilidade
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Transparência regulatória: os operadores encontram regras mais claras e acessíveis
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Cooperação entre autoridades de fronteira: os órgãos dos quatro países integram seus esforços
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Despacho mais célere para bens perecíveis: cargas que exigem rapidez recebem atendimento prioritário
Guichê Único centraliza procedimentos
O acordo também prevê a implementação do Guichê Único de Comércio Exterior. Essa ferramenta centraliza os procedimentos e evita que o transportador precise tratar com múltiplos órgãos. Além disso, a medida amplia o intercâmbio de documentos em formato digital, como certificados de origem e sanitários. Para quem transporta alimentos e medicamentos, essa novidade representa um ganho especialmente relevante.
Custos e prazos devem cair
Para as transportadoras que atuam no comércio exterior, o acordo busca reduzir custos e prazos. A ampliação da previsibilidade das regras e a maior segurança jurídica aos operadores trazem benefícios diretos. O texto dá atenção especial às micro, pequenas e médias empresas, que normalmente sofrem mais com os efeitos da burocracia nas fronteiras.
Fronteiras devem ficar mais fluidas
Com a implementação dessas medidas, a expectativa é de maior fluidez no trânsito de caminhões nas fronteiras do Brasil com Argentina, Paraguai e Uruguai. Atualmente, motoristas enfrentam longas filas e esperam dias para atravessar. Com procedimentos mais ágeis e digitalizados, a tendência aponta para redução significativa desses gargalos. O setor de transporte recebe a notícia com otimismo.
Aprovação do Congresso vale apenas para revisões
Atos que venham a revisar o acordo ou gerar novos compromissos financeiros ao País continuarão sujeitos à aprovação do Congresso Nacional. Portanto, o decreto agora promulgado implementa o que os legisladores já aprovaram em setembro de 2023. Futuras ampliações, no entanto, dependerão de novo crivo legislativo.
Vice-presidente assinou a medida
O vice-presidente Geraldo Alckmin assinou a medida no exercício da Presidência da República. O decreto decorre da aprovação do texto pelo Congresso Nacional em setembro de 2023. Agora, as regras já estão em vigor e os operadores já podem aproveitar os benefícios das mudanças.
Com informações: Agência Brasil
Foto: Foco Logístico
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