Portal Estrada
© Foco Logístico / Todos os direitos reservados.
HomeEconomiaDólar mais baixo impulsiona vendas de importados e comércio cresce pelo 3º mês seguido

Dólar mais baixo impulsiona vendas de importados e comércio cresce pelo 3º mês seguido

O comércio brasileiro cresceu 0,5% na passagem de fevereiro para março, registrando a terceira alta consecutiva. Primeiramente, o dólar mais baixo impulsionou as vendas de produtos importados e contribuiu para esse desempenho positivo. Na comparação com março de 2025, o setor avançou 4%. Já no acumulado de 12 meses, há expansão de 1,8%.

Dólar mais barato estimulou importados

O analista da pesquisa, Cristiano Santos, explica que o crescimento na atividade de equipamentos para escritório, informática e comunicação (alta de 5,7%) está diretamente relacionado ao comportamento do dólar. Em março de 2026, o valor médio da moeda americana era R5,23.∗∗Umanoantes∗∗,emmarc\code2025,acotac\ca~oeraR 5,75. Com o dólar mais baixo, os produtos importados ficaram mais baratos, estimulando as compras.

“As empresas aproveitam para compor estoque com a redução do dólar” , afirmou Santos. Depois, em momentos oportunos, elas fazem promoções. Equipamentos de informática têm essa forte ligação com a variação cambial.

Variação do comércio nos últimos meses

Mês Variação
Outubro 0,5%
Novembro 1,0%
Dezembro -0,3%
Janeiro 0,5%
Fevereiro 0,7%
Março 0,5%

O analista ressalta que, desde outubro de 2025, o setor apresenta tendência de alta, um movimento que o desempenho negativo de dezembro não interrompeu.

Combustíveis avançam apesar da guerra

A atividade de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9% em março. Isso ocorreu mesmo com o aumento de preço dos combustíveis provocado pela guerra no Oriente Médio. “A demanda não caiu” , destacou Santos. O aumento de preço fez com que as receitas da atividade crescessem expressivos 11,4% no mês.

Para os transportadores, esse dado é relevante: mesmo com o diesel mais caro, a demanda por combustíveis se manteve aquecida, o que reforça a essencialidade do transporte para a economia.

Supermercados recuam, mas sem tendência de queda

O recuo de 1,4% na atividade de hiper e supermercados — que responde por mais da metade do setor de comércio — pode ser explicado pela inflação, que desestimulou o consumo no período. No entanto, o analista pondera que o resultado negativo de março não representa uma trajetória de regressão. A atividade cresceu 0,3% em janeiro e 1,4% em fevereiro, mostrando resiliência.

Desempenho por atividade (março x fevereiro)

Atividade Variação
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação 5,7%
Combustíveis e lubrificantes 2,9%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico 2,9%
Livros, jornais, revistas e papelaria 0,7%
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria 0,1%
Tecidos, vestuário e calçados 0,0%
Móveis e eletrodomésticos -0,9%
Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo -1,4%

Atacado também registra crescimento

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado (veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo), o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março. O setor também marca crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses.

Perspectivas para o setor de transporte e logística

Para os transportadores e operadores logísticos, o crescimento do comércio é um sinal positivo. Com mais vendas, aumenta a demanda por transporte de mercadorias, desde os produtos importados que chegam aos portos até a distribuição final para os consumidores. A atividade de equipamentos de informática, puxada pelo dólar mais baixo, deve gerar mais volume de cargas para as transportadoras. Além disso, o desempenho do comércio como um todo indica aquecimento da economia, o que tende a aumentar a movimentação de cargas em todo o país.

 

Com informações: Agência Brasil

Foto: Foco Logístico

Leia Também: Mercosul: novo decreto agiliza comércio e reduz burocracia na fronteira

Compartilhe este post:
Share With: