Missão internacional quer reabrir Estreito de Ormuz e desafogar cadeia logística global
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã completa hoje (22) o prazo do cessar-fogo temporário, mas uma missão multinacional liderada por Reino Unido e França já se prepara para reabrir a rota. Primeiramente, representantes militares de mais de 30 países reúnem-se em Londres para planejar a operação. O objetivo central é garantir a liberdade de navegação em uma via por onde escoa 20% do petróleo consumido no mundo.
Logística global respira aliviada com possível reabertura
Para o setor de transporte e logística, a reabertura do Estreito de Ormuz é uma questão de sobrevivência. O bloqueio disparou os preços do frete marítimo, alongou rotas e elevou os custos dos seguros. Navios petroleiros precisaram contornar a África, acrescentando milhares de quilômetros às viagens e atrasando entregas em todo o planeta. Com a normalização, a tendência é de alívio nos custos logísticos e nos preços dos combustíveis.
Plano militar “estritamente defensivo”
Na sexta-feira passada, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa. A missão será “estritamente defensiva” para proteger o tráfego marítimo em Ormuz. A reunião em Londres avaliará as capacidades militares disponíveis, a estrutura de comando e controle e o potencial destacamento de forças na região.
Cessar-fogo termina hoje, mas Trump estende trégua
O cessar-fogo temporário na ofensiva que EUA e Israel lançaram contra o Irã em 28 de fevereiro termina hoje (22). No entanto, o presidente Donald Trump anunciou nessa terça-feira (21), a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irã apresente uma proposta de acordo. As negociações entre Washington e Teerã ainda não chegaram a um consenso sobre a livre passagem pelo estreito.
Impacto no bolso do transportador brasileiro
Para os caminhoneiros e transportadores brasileiros, a reabertura do Estreito de Ormuz significa uma possível queda no preço do diesel. Com o petróleo circulando livremente, a pressão sobre os preços internacionais diminui. Consequentemente, o custo do principal insumo do transporte rodoviário de cargas pode recuar, aliviando as margens dos transportadores e, no fim da cadeia, o bolso do consumidor.
Comércio internacional e segurança energética em jogo
O ministro da Defesa britânico, John Healey, resumiu a importância da missão. “O comércio internacional, a segurança energética e a estabilidade da economia global dependem da liberdade de navegação” , afirmou. Segundo ele, “uma ação coletiva eficaz” pode contribuir para a reabertura do Estreito.
Próximos passos da operação
A reunião de dois dias no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, ao norte de Londres, definirá os detalhes da operação. O Reino Unido e a França trabalham para envolver o maior número possível de parceiros. A ativação da missão ocorrerá assim que as condições permitirem.
Com informações: RTP.pt
Foto: Foco Logístico
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